Baixe o disco da Cerveza de Litro e ajude a banda a "espaiá" seu rock caipira!!!!
Se ocê dá uns passo pra trás, vai percebê que o rock nasceu na roça, que os tocador de blues do Mississipi mais a voz grossa do cantor de country combina certim com o Tião Carreiro e que a Memphis do Elvis podia ser uma cidadezinha do interior paulista. Daí que ocê atina que uma banda de rock nascida nos cafundó não precisa fazê força pra parecê de Noviorque, é só os menino sê eles memo que já tá no jeito.
Nóis ouvia muito Ramones, The Clash, Black Sabbath das fita K7 comprada em exposição agropecuária, mais sem atiná também tinha a musicalidade formada pelo radinho das mãe tocando um modão logo cedo, pelas viola das folia de reis, pelas polca das festa dos parente do Mato Grosso do Sul, pelas dupla apaixonada cantando nos comício e nas quermesse. Fazê uma banda misturando tudo isso foi só reconhecê e assumi o que os letrado chama de identidade cultural.
Tudo isso é bem natural que nem o deboche, que vem dos disco de piada do Barnabé, dos filme do Mazzaropi, dos causo da parentaia, das história de pescadô, pouco se importando com quem acha que o artista tem que se levá a sério o tempo todo.
Nessa toada gravamo (com a parceria na produção de Bino Ferreira, do BKS Estúdio de Três Fronteiras -SP) e lançamo nosso primeiro disco, que se chama "Valmir", um caipira já um pouco distante daquele genuíno descendente de índios, negros e bandeirantes da Paulistânia, mas que carrega em si a simplicidade e a rebeldia própria daqueles habitante do mato . A capa do CD, desenhada pelo artista Alboreto Fortunato, retrata bem essas características, Valmir está nu e tranquilo na rede com sua bebida e seu instrumento, enquanto a plateia careta de um teatro pomposo vaia enfurecida, representação visual exata da mensagem que pretendemos passar com nosso som: nóis é nóis memo, não importa o que os outro pensa.
A Cerveza de Litro é de Santa Fé do Sul - SP e conta com Lucio Pé , no baixo, André Bonini, no vocal, guitarra, teclado e composições, Rafael Cassimiro, na guitarra e viola e Marcus Braz , na bateria."
"Valmir" - Faixa a faixa
1. Emiliana Pé-de-Cana Girl - Um country-punk com refrão blues e mudanças bruscas de andamento, que fala sobre se apaixonar por uma mulher alcoólatra. Apesar do clima bem humorado, trata de um assunto sério e mostra um contraponto à exaltação da bebedeira muito comum nas paradas de sucesso.

2. Carretero Rice - Começa com um surf-rock (que já tocávamos na adolescência com a banda Vizinhos Estranhos) , se transforma numa cúmbia e deságua numa guarânia com viola, distorção e uma letra em inglês duvidoso. É uma brincadeira com a busca da tal identidade cultural, porque se a gente fazia country em português deveria ser natural poder fazer um sertanejão em inglês.

3. O Alfabeto das Vaca - A letra dessa música usa a cacofonia e o duplo sentido (influenciado por mestres como Jacó & Jacozinho, Genival Lacerda , Falcão e Gino & Geno) para contar a história de um empregado que arranja um jeito muito inteligente de mandar seu patrão autoritário à merda. A sonoridade cristalina da viola de dez cordas e a ausência total de guitarras é uma provocação sadia aos roqueiros mais conservadores, já que está é a canção mais crítica e ácida desse que é um disco de rock (ou não). Claro que o pagode da viola de Rafael e o berrante de seu pai, Sr. Onivaldo Cassimiro, dão o peso necessário para o bate cabeça comer a rodo. O Alfabeto das Vaca também é o primeiro clipe da banda, produzido com poucos recursos, mas muito divertido.

4. Cerveza de Litro - Também um country-punk, mas com um molho latino e uma letra em espanhol que apresenta a tradicional dor de corno ou sofrência. Escrita em uma época em que as cervejas de um litro eram vendidas apenas nos países vizinhos, essa música também serviu para batizar a banda.

5. La Polka - O Paraguai sempre esteve presente na música sertaneja do Brasil e essa faixa brinca um pouco com o fato de o músico ter que tocar ritmos de sucesso pra poder sobreviver. A letra mistura português, espanhol e guarani (no trecho "Che taita rupi aikuaa heta mba’e", que significa "tudo que sei aprendi com meu avô") e a música mistura hardcore, acordeon sintetizado e samples de conversas de programas de rádio e gritos de alegria e tristeza próprios de paraguaios autênticos.

6. Caminhão de Carça - Mais uma letra de duplo sentido, essa faixa fala sobre os problemas que alguém pode ter por comprar mais peças de roupa do que sua casa consegue guardar. Musicalmente, é uma tentativa de soar como o sertanejo romântico do início dos anos 90, mas com um refrão pesado. Por se tratar da música mais idiota do disco, convidamos o grande artista de nossa cidade, Cridi Custódio, para declamar versos do poema " Nel mezzo del camin” de Olavo Bilac e contrabalancear a letra tosca com erudição.

7. Manifesto Caipira - Uma sonoridade folk com viola, violão e distorção. A letra é sobre um caipira que insiste em ser ele mesmo. Palavras e expressões do dialeto caipira são usadas para alcançar o clima necessário para a mensagem da canção.

8. Beto Carrero - Mais uma música baseada na sonoridade do country, essa letra usa a imagem do herói da infância para falar sobre a fragilidade e a ingenuidade que os adultos podem ter nos assuntos amorosos.

9. Belina Song - É a mais antiga de todas as composições do disco. Com guitarras limpas e distorcidas, trêmolo e gaita, talvez seja também a mais country. Baseada em fatos reais, a letra é sobre se passar apurado ao viajar com um carro velho para encontrar a pessoa amada. Belina song também tem um clipe muito trash disponível no You Tube.

10. Beleza Interior - Street punk com refrão a la The Clash, a música cantada pelo baixista Lucio Pé é sobre a ditadura da moda na vida das pessoas. A caipirice é garantida pelo timbre de sanfona do teclado e pelo sotaque sempre marcante dos menino.

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Thumb - Cerveza de Litro - Valmir (CD completo)